segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Márcio França nega envolvimento em fraude na Codesp

O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), nega envolvimento em um suposto esquema de fraude na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e que tenha feito indicações para favorecer o seu partido.
Ele atribui a denúncia de um ex-funcionário da estatal a disputas políticas. "Entrei com uma queixa-crime contra o denunciante, que tem um cargo de confiança de um governo de oposição ao PSDB, partido do qual somos aliados em São Paulo. Ele foi um irresponsável e vai ser punido por caluniar quem não conhece. Tenho 35 anos de vida pública e nunca fui processado criminalmente", afirmou França.
Ex-funcionário da Codesp, o advogado Raphael Cardoso dos Reis, que apresentou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), é atualmente delegado regional de polícia no Maranhão. O chefe do executivo do Estado é Flávio Dino, do PCdoB.
O vice-governador também nega que tivesse a prerrogativa de indicar cargos na Codesp quando era deputado federal e afirma que as doações foram feitas depois de 2010. Nesse período, o seu partido era aliado da gestão Dilma Rousseff no governo federal. A Codesp é uma sociedade de economia mista, subordinada à Secretaria de Portos da Presidência.
Questionado sobre a presença de filiados ao PSB nos quadros da Codesp, França afirmou que são pessoas que têm relação com a cidade de Santos, não com ele. "Em Santos, qualquer advogado ou profissional do direito pode ter sido meu colega. Faço política na região há 30 anos. É difícil alguém na advocacia que não me conhece. Não foi indicação minha. São pessoas que têm relação com a cidade."
Ainda segundo o vice-governador, as pessoas citadas não ocupavam cargos em níveis de decisão para influenciar contratos da estatal. "Ele (Reis) não mencionou nenhum dos diretores da empresa, mas todas as licitações em qualquer lugar são feitas pela direção da empresa. Essas pessoas citadas não estão em nível de decisão."
França disse, ainda, que considera "no mínimo estranho" o envolvimento do nome dele, mesmo depois do arquivamento do caso no âmbito criminal pelo Ministério Público. "Não é incomum que pessoas coloquem uma pessoa famosa para chamar atenção para um fato qualquer", afirmou.

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