quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Embraer investigada: propina em Moçambique

As investigações abertas pelo governo dos Estados Unidos que apuram suspeitas de que a Embraer subornou agentes públicos para obter contratos no exterior atingiram um negócio fechado pela empresa brasileira em Moçambique.
A Embraer é alvo de investigação do Departamento de Justiça dos EUA desde 2010 por causa da venda de aviões militares para a República Dominicana. Desde então, a investigação foi ampliada para examinar negócios em mais nove países. Em quatro deles os investigadores encontraram irregularidades.
Conforme a Folha revelou, a Embraer é acusada de pagar suborno também em negócios na Arábia Saudita e Índia. A apuração sobre a venda de aeronaves em Moçambique permanecia em sigilo até o momento.
Os investigadores se concentraram nos negócios da Embraer feitos com países estrangeiros entre 2008 e 2010. O caso moçambicano aconteceu em 2008. A fabricante brasileira vendeu naquele ano dois jatos Embraer 190 para a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique). O valor do negócio não foi informado. A LAM é controlada pelo governo local, que tem 80% das ações da companhia.
ESTOPIM
O caso que foi o estopim da investigação foi a venda, em 2008, de oito aeronaves Super Tucano para o governo da República Dominicana por US$ 92 milhões. Segundo a investigação, para fechar o negócio, a Embraer pagou US$ 3,5 milhões em propina para um coronel reformado da Força Aérea dominicana e parlamentares do país. (Folha de S.Paulo)

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