quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Estado já pagou R$ 8 milhões à Arena em 2016

O Governo do Estado já destinou cerca de R$ 8 milhões à Arena Pernambuco este ano, mesmo antes de o governador Paulo Câmara apresentar à população pernambucana que tratamento será dado ao empreendimento, após a realização de um estudo de viabilidade encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV). A denúncia foi apresentada pelo deputado Silvio Costa Filho (PTB), ontem, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
“O Estado fechou 2015 com mais de R$ 1 bilhão em restos a pagar, hospitais enfrentando falta de material e de medicamentos, escolas de referência sem merenda... mas, no mês de janeiro e parte de fevereiro, já foram aportados quase 8 milhões para a Arena Pernambuco. Isso para um contrato que está sendo questionado pelo Tribunal de Contas do Estado e investigado pela Polícia Federal”, destacou o líder da Bancada de Oposição.
A Oposição vem questionando os repasses feitos a Arena Pernambuco desde o início de 2015. A preocupação é que não se repita o que aconteceu em 2015, quando foram pagos R$ 50,9 milhões ao empreendimento, enquanto os débitos com fornecedores só se acumularam.
A Arena Pernambuco voltará a ser tema de audiência pública na Alepe em março. “Na tarde de ontem (terça-feira), fechamos um acordo de lideranças para debater a situação da Arena Pernambuco, já que o Governo deu como prazo o final deste mês para apresentar o resultado do estudo realizado pela FGV”, disse Costa Filho.
O deputado destacou ainda o debate na Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação, realizada pela manhã, quando o secretário da Fazenda, Márcio Stefani, apresentou o balanço orçamentário de 2015, Silvio questionou o crescimento do endividamento do Estado, lembrando que entre agosto e dezembro do ano passado a Dívida Consolidada Líquida do Estado cresceu R$ 1 bilhão, passando de R$ 11,2 bilhões para R$ 12,23 bilhões. “Vale lembrar, que no fim de 2014 essa mesma dívida era de 10,6 bilhões”, lembrou o parlamentar.
Silvio Costa Filho voltou a cobrar o detalhamento dos cortes de R$ 940 milhões anunciados pelo Governo do Estado. “O secretário (Stefani) destacou a redução de 2,5% no custeio, mas não detalhou onde se deu efetivamente esse corte. O que nos preocupa, é que no custeio, além do material de consumo, também estão despesas com a merenda escolar e com medicamentos”, ponderou, lembrando que desde agosto espera o envio desses dados pelo Governo do Estado.


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