domingo, 24 de janeiro de 2016

Desvio de R$ 22 milhões em cidade dominada por família

Quatro membros do clã Cozzolino são suspeitos de fraude em Magé
O ex-prefeito de Magé, Rozan Gomes da Silva, foi preso pela Polícia Civil nesta sexta (Foto: TV Globo / Reprodução)
Distante a 60 quilômetros do Rio, Magé é um município marcado pela pobreza, com uma renda média per capita de R$ 567 — segundo o último Atlas de Desenvolvimento Humano da ONU — , abaixo da média nacional, de R$ 793. É nessa região que vive o clã Cozzolino, que domina a política da cidade há mais de três décadas. Ontem, a família sofreu um duro golpe: quatro de seus membros foram denunciados, numa ação deflagrada pelo Ministério Público (MP) estadual, acusados de fraudar uma licitação de R$ 22,4 milhões, em 2009. Um dos integrantes da família, Anderson Cozzolino, o Dinho, que é ex-presidente da Câmara de Vereadores, teve a prisão preventiva decretada. Até o fim da noite, ele ainda estava foragido. Também na mira dos promotores estão a ex-deputada estadual cassada Jane Cozzolino, e outros parentes: Renato Alem Cozzolino e Alex Cozzolino.
O esquema que envolve os Cozzolino foi alvo, durante a manhã e a tarde de ontem, da Operação Terra Prometida, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Na ação, foi preso Rozan Gomes, ex-prefeito de Magé. Ele assumiu o governo após a cassação de Núbia Cozzolino, de quem era aliado. Outros quatro suspeitos de envolvimento na fraude também estão com prisão expedida pela Justiça. No total, há 13 denunciados,e foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão pelos agentes.
Além de Anderson Cozzolino, são considerados foragidos Jefferson de Oliveira, ex-secretário de Obras de Magé; Fábio Figueiredo Morais e Fabiana Dias Fernandes, apontados como laranjas de uma das empresas envolvidas no escândalo. Os réus são acusados dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, coação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. De acordo com o MP, caso os réus sejam condenados por todos os crimes pelos quais foram indiciados, as penas somadas chegariam a cem anos de cadeia. (De O Globo - Luiz Gustavo Schmitt e Marcio Menasce)

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