terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Paulo Câmara e o impeachment: opinião consolidada

Do Diario de Pernambuco – Tércio Amaral
 Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Um dia depois de reforçar sua posição contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), participa de uma reunião no Palácio do Planalto hoje com a petista e todos os governadores do país. Apesar do tema do encontro ser, oficialmente, a epidemia de microcefalia, inevitavelmente o pedido de afastamento da presidente deve dominar as conversas de bastidores entre os presentes. A reunião começou a ser articulada pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), que na semana passada conversou com o ex-presidente Lula sobre as estratégias de defesa de Dilma.

Ontem, ao participar de uma agenda do lançamento do programa estadual Ganhe o Mundo, que leva estudantes de escolas públicas a estudarem outro idioma no exterior, o governador Paulo Câmara afastou a questão política do foco e concentrou seu discurso em torno da saúde. “A pauta é microcefalia. Ela (Dilma) me pediu para eu fazer uma apresentação, já que Pernambuco iniciou esse processo. Foi o primeiro estado a identificar, notificar e alertar o ministério dessa possível correspondência da microcefalia nos recém-nascidos. No meu entender, é uma questão grave”, comentou, após a solenidade no Palácio do Campo das Princesas. O socialista, no entanto, voltou a se posicionar publicamente contra o impeachment. 

“No meu entendimento, não há elementos hoje que justifiquem o impedimento, que é uma situação tão grave, que justifique o afastamento da presidente da República”, disse o governador, que também tem uma audiência com o ministro do Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, hoje, em Brasília. Paulo Câmara, porém, fez questão de ressaltar que essa não é a posição de seu partido, que ainda deve se manifestar oficialmente sobre a questão pela Executiva Nacional. “Os fatos precisam ser elucidados (pela comissão). Eu acho muito prematuro o partido agora definir uma posição sem conhecer os dados”. 

A posição de Paulo Câmara dialoga com a da maioria dos governadores. Dos 27, 15 são contrários ao impeachment. Atualmente, apenas Pedro Taques (PSDB), de Mato Grosso, posiciona-se publicamente a favor do afastamento da presidente Dilma. 

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