sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A vez de Renan

Há no Senado enorme tensão, até na oposição, com a possibilidade de o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), ser tragado de vez pela Operação Lava Jato. O STF já abriu inquérito para investigá-lo.
Para piorar o clima, há rumores em Brasília de que a força-tarefa da Lava Jato prepara ação de grande impacto para antes do Natal.
Um aliado de Cunha admite que o presidente da Câmara, nesse  "vacilou". "Ele queria propor a abertura do impeachment na terça, mas decidiu esperar mais um dia na esperança de que Jaques Wagner virasse os votos do PT" na Comissão de Ética que vai julgá-lo.
Num segundo momento, já desconfiado de que Wagner estava só ganhando tempo, Cunha refez o calendário. Decidiu revelar a decisão de dar seguimento ao impeachment com exclusividade a uma revista semanal e fazer o anúncio oficial na próxima segunda (7). A entrevista dos deputados do PT anunciando que votariam contra ele, no entanto, precipitou o anúncio de andamento do processo contra Dilma.  (Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo)

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