quarta-feira, 28 de outubro de 2015

70 anos: brasileiros e estrangeiros festejam Lula

Personalidades brasileiras e estrangeiras gravaram vídeos e publicaram textos nas redes sociais homenageando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu aniversário de 70 anos. No Twitter, a hashtag #Lula70, criada por sua assessoria, estava entre os termos mais usados do mundo na tarde desta terça-feira (27).  

Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff também parabenizou seu antecessor, apesar de relatos de que a relação dos dois teria sido afetada depois que a Polícia Federal realizou buscas na casa de um filho de Lula nesta segunda (26).
 O cantor Chico Buarque, próximo do PT, deu boas vindas "aos setentinha" e se disse solidário a "tudo que Lula está passando". A cineasta Anna Muylaert, diretora do filme "Que Horas Ela Volta?", indicado brasileiro ao Oscar deste ano, elogiou o ex-presidente e disse que seus 70 anos "mudaram os 500 anos de Brasil". Outros artistas, como o cantor Zeca Pagadinho e o fotógrafo Sebastião Salgado, também deram parabéns.
Corintiano, o ex-presidente ainda foi homenageado por jogadores, dirigentes e o técnico do seu time.
 Entre políticos, o vice-presidente Michel Temer afirmou que Lula "constará nos livros de história como alguém que conseguiu levar adiante os direitos sociais previstos na Constituição Brasileira de 1988".
O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy saudou Lula por ter sido um líder "não só para o Brasil, mas quando o mundo se deparou com a crise terrível de 2008 a 2010" e disse que talvez eles tenham a oportunidade de trabalhar juntos novamente, caso Lula "decida voltar à política no futuro".
O presidente do PT, Rui Falcão, foi menos sutil em sua referência à possibilidade de Lula concorrer à presidência. "Você sabe que a minha expectativa é em 2018, Lula de novo". Os governadores petistas Rui Costa, da Bahia, Tião Viana, do Acre, e Fernando Pimentel, de Minas Gerais também prestaram suas homenagens.
O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, relembrou a atuação de Lula como líder sindical e o fato de ele ter sido "o primeiro operário a chegar à Presidência".
Segundo Boulos, a trajetória do ex-presidente é uma lembrança de que o país precisa avançar mais nas conquistas sociais, mas também de que é preciso "combater os retrocessos e aqueles que querem transformar o ambiente político em uma arena de ódio", aparentemente se referindo aos grupos pró-impeachment que mandaram fazer bonecos do ex-presidente vestido de presidiário.
Políticos aliados de outros partidos também se manifestaram, Eduardo Paes (PMDB-RJ, prefeito do Rio, e Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), governador do Rio de Janeiro.

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