sexta-feira, 25 de setembro de 2015

QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?


São quatro delegacias na área de Santa Cruz do Capibaribe que, se estivessem funcionando em condições que pudessem atender dignamente tanto aos profissionais de segurança pública quanto aos usuários dos diversos serviços oferecidos, certamente todos não estariam passando por essa situação vexatória que ultrapassa todos os limites do aceitável.


Delegacia Seccional, Delegacia de Plantão, Delegacia Municipal e a 21ª Delegacia de Homicídios deveriam estar funcionando em um novo prédio, prometido diversas vezes pelo Governo do Estado, e cobrados pelo delegado Seccional Dr. Júlio César Porto através de ofícios.




 “Como pode ser observado o espaço aqui não é suficiente para que se deposite adequadamente todos os veículos apreendidos. São desde motocicletas a veículos de grande porte, mas nós temos um pleito junto a nossa chefia de polícia, quanto a locação de um novo prédio, porque não obstante a questão para o armazenamento adequado para esses veículos a gente pleiteia, já faz algum tempo e esperamos que logo se realize a locação de um novo prédio para o funcionamento das quatro delegacias que atendem a área de Santa Cruz do Capibaribe. Cobrei diversas vezes, através de ofícios, esse processo já está bem avançado, absolutamente bem instruído e a gente espera que ele seja efetivado para que a gente dê um maior conforto tanto aos nossos policiais quanto ao público que procura as nossas delegacias. Tendo êxito nesse pleito, necessariamente deverá ser providenciado um local adequado para depositar todos esses veículos, até porque esses veículos estão sob a nossa responsabilidade e não podem ser deixados em qualquer local”, falou o delegado Júlio Porto.


Na Delegacia de Homicídios, que funciona no Distrito de São Domingos município de Brejo da Madre de Deus, além de faltar o mínimo necessário em material de expediente, os policiais ainda convivem com a ameaça do prédio desabar, tendo em vista que, uma parte da estrutura do prédio já foi condenada por técnicos da própria Secretaria de Defesa Social (SDS), conforme nos relatou o Comissário de Polícia Marcelo Malhas.


 “Infelizmente são muito difíceis às condições de trabalho aqui na Delegacia de Homicídios devido à falta de condições. Nós estamos em um prédio que nesse momento se encontra praticamente zero em condições de trabalho. O prédio está completamente sujo, empoeirado, sucateado, praticamente é só lixo, as paredes estão literalmente caindo aos pedaços, não existe água no prédio, nosso único computador, que era nosso, da Delegacia de Homicídios, está quebrado, estamos trabalhando provisoriamente com um notebook para fazermos as ouvidas. A falta de material de expediente é constante e o escrivão estava me cobrando colchetes na manhã de hoje. Temos dificuldades extremas, talvez uma caixa de colchetes não chegue a três reais e nem esse material chega pra gente. Essa estrutura começou deficiente. A delegacia foi instalada em um quartinho aqui no Posto Policial de São Domingos e hoje até mesmo esse quartinho não oferece mais condições. Não temos água porque a caixa de água foi tirada da estrutura, pois ela corria o risco de desabar e nós estamos fazendo das tripas coração para conseguir fazer alguma coisa, mas está muito difícil”, desabafou o Comissário.


Como cobrar da Polícia um trabalho mais eficiente se não são dadas a essa as condições mínimas para que ela possa desempenhar seu papel? A situação precária desses equipamentos de segurança nos dá a certeza de que o descaso é evidente por parte dos que deveriam zelar pelo bem comum. Fazem-se necessárias providências urgentes que devem ser postas em prática com a maior brevidade possível.


De promessas à população já está cheia. Enquanto isso alguns tentam explicar o inexplicável. Não dá para ficar de braços cruzados vendo uma situação dessas unidades. A população está cansada de explicações vazias e vê que o dinheiro que o Estado arrecada com impostos tendo destinação diversa daquilo que o povo necessita.
Edição e Fotos: Jairo Gomes
Reportagem: Paulo Viana e Jairo Gomes


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