quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pacote de R$ 70 bilhões pode perder R$ 40 bilhões

Kennedy Alencar 
Quase R$ 40 bilhões do pacote econômico anunciado pelo governo nesta segunda-feira podem ficar no papel. Isto equivale a mais da metade do novo esforço fiscal, que é de R$ 70 bilhões _valor que combina propostas de aumentar impostos e cortar gastos.
Em duas reuniões da presidente Dilma Rousseff com deputados e senadores, os líderes partidários disseram que dificilmente a CPMF será aprovada. Os parlamentares também se queixaram da tentativa do governo de direcionar emendas parlamentares obrigatórias para gastos específicos.
A principal dificuldade em relação à CPMF é uma rejeição dos deputados e senadores a aumentar impostos, o que seria uma medida impopular.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já disse publicamente que será difícil aprovar a CPMF. Em conversas reservadas, ele avalia que, no melhor cenário, a CPMF seria aprovada no ano que vem. Por se tratar de um novo imposto, só poderia valer apenas em 2017.
Como o governo Dilma é fraco politicamente, essa medida só terá chance de vingar se houver um acordo prévio com os políticos e os empresários. Ou seja, nem com acordo está fácil. Sem acordo, fica muito difícil.
Mas Dilma, mais uma vez, não articulou politicamente antes de apresentar a ideia de recriação da CPMF.
Um dia após o lançamento do novo pacote econômico do governo, o balanço já é negativo. Surgiram resistências no Congresso Nacional, no empresariado e no sindicalismo.

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