sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Grupo de Temer blinda Levy e detona Mercadante

A ala do PMDB ligada ao vice Michel Temer decidiu blindar Joaquim Levy e pressionar pela mudança no núcleo palaciano do governo. O partido aliado e setores do próprio PT esperavam contar com o apoio de Lula, que esteve nesta quinta-feira em Brasília, para convencer Dilma Rousseff que é "insustentável" manter Aloizio Mercadante. O grupo atribui ao titular da Casa Civil as "intrigas" para desestabilizar o ministro da Fazenda, depois de ter atuado para esvaziar o poder de Temer.A informação é de Vera Magalhães, hoje na Folha de S.Paulo

Apesar da sustentação a Levy no curto prazo, peemedebistas têm um cronograma detalhado para o rompimento com Dilma. Senadores e deputados ligados à cúpula do PMDB calculam que até o congresso do partido, em 15 de novembro, a crise econômica terá se agravado, levando às ruas as classes C e D.
Segundo a colunista, neste cenário, o encontro se tornaria o momento de ruptura e do apoio da sigla à saída de Dilma, via impeachment ou renúncia. Os caciques da sigla tentam convencer a ala aecista do PSDB de que um governo de transição comandado por Temer seria a melhor saída da crise política e econômica.
Três pontos precipitaram a mobilização pró-impeachment da oposição: o ensaio desastrado da volta da CPMF, que indispôs Dilma com o empresariado, o Orçamento deficitário e o pedido de Hélio Bicudo, fundador do PT, pela saída da presidente.

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