sábado, 25 de julho de 2015

Propina de US$ 1 bilhão

Marcelo
O procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, detalhou, ontem, em Brasília, durante coletiva à mídia nacional, 22 novas denúncias referentes à 14ª fase da investigação. Em sua explicação, ele mirou principalmente a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, cujos presidentes, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, estão presos desde junho.
Os dois foram denunciados, ontem, por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Deltan afirmou que os esquemas de corrupção envolvendo contratos da Odebrecht ultrapassam R$ 389 milhões. Até o momento, disse ele, foram recuperados US$ 870 milhões do dinheiro desviado em todo o caso, ou seja, praticamente US$ 1 bilhão, cifra fantástica.
O procurador voltou a mencionar, como em outras ocasiões, que tratam-se de cifras históricas e um caso chocante de corrupção. Deltan alfinetou a Odebrecht ao dizer que as notas divulgadas pela empresa à imprensa, negando envolvimento nas acusações, não condizem com os fatos.
"Nós nos aproximamos da verdade por meio de provas e documentos, e não por meio de notas à Imprensa", disse ele, lembrando que as informações concedidas pela empreiteira não condizem com documentos enviados da Suíça. "Não existe espaço na investigação para teorias da conspiração", acrescentou.
Ele concluiu seu discurso dizendo que o Ministério Público Federal tem um sonho, que é compartilhado com a sociedade brasileira. "O sonho de que todos sejam tratados de forma igual perante à lei. A Lava Jato é o suspiro de esperança", afirmou. "Ninguém está acima da lei", ressaltou.
RISCO DE DERROTA– O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi avisado que o Congresso vai aprovar a redução da meta de superávit primário, mas corre o risco de ser derrotado na proposta de corte adicional no Orçamento de R$ 8,6 bilhões. “Não tem mais de onde tirar. O primeiro corte no Orçamento já foi de R$ 70 bilhões. Se o governo não explica como será esse novo corte, não será aprovado”, revelou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que tem conversado com o ministro Levy. O ministro da Fazenda tem sido questionado sobre a eficácia do ajuste fiscal. (Blog do Magno)

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