quarta-feira, 3 de junho de 2015

Cabo de guerra na Alepe para apontar culpados

Do Diario de Pernambuco – Thiago Neuenschwander

Comissão especial para discutir atrasos nas obras do PAC no estado vira palco de disputa entre oposição e governo na Assembleia
Criada para tentar destravar obras estruturais fundamentais para o desenvolvimento do Estado, a Comissão Especial da Assembleia Legislativa que monitora as intervenções do PAC tem esbarrado na “politização” da culpa pelos inúmeros atrasos. Formada por parlamentares da oposição e do governo, invariavelmente o debate tem sido atrapalhado na busca por culpados. Ontem, na segunda reunião do grupo, mais uma vez os dois lados tentaram expor a sua versão dos fatos.

Convocado pelos parlamentares, o governo enviou representantes da secretarias das Cidades, de Desenvolvimento Econômico, de Habitação e da Procuradoria Geral do Estado para divulgar dados sobre o andamento das obras. Por cerca de três horas, apresentaram números para mostrar o porquê de intervenções importantes estarem paradas ou com andamento prejudicado. Em todas elas, a explicação era a mesma: o problema nos repasses federais.

Em uma das explanações, o secretário executivo de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, falou da situação das barragens em construção em Pernambuco: Serro Azul, Igarapeba, Panelas II, Gatos, Barra de Guabiraba e São Bento do Una. Em todas elas, o governo argumentava ter recebido apenas parte dos recursos previstos. Na sua explanação, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, fez um apelo. “Esse contingenciamento pode parar qualquer obra estruturadora, mas não as de abastecimento de água. Com a seca, a União precisa priorizar”.

Os deputados da oposição Teresa Leitão (PT) e Silvio Costa Filho (PTB) fizeram uma série de ponderações. “Agora tudo que acontece em Pernambuco passou a ser culpa do governo federal. Existem falhas, mas há também problemas de execução dos projetos. Solicitamos à Caixa Econômica informações sobre obras com valores acima de R$ 10 milhões, e mais de 70% delas hoje está parada não por falta de recursos, mas por falhas técnicas, de licenças ambientais e com desapropriações”, ponderou Silvio.

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