sexta-feira, 6 de março de 2015

Evangélicos disputam Comissão de Direitos Humanos com PT

Deputado lançou candidatura avulsa para tentar impedir PT de assumir comissão.


Evangélicos disputam Comissão de Direitos Humanos com PT
Evangélicos disputam Comissão de
Direitos Humanos com PT / Noticias Gospel
Uma manobra da Bancada Evangélica conseguiu adiar a escolha do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Apesar do PT ter escolhido assumir a comissão para evitar a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) os deputados evangélicos decidiram lançar a candidatura avulsa do deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ).
Sóstenes é pastor da Igreja Assembleia de Deus e disputaria a presidência da CDHM contra o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). No entanto, Assis do Couto (PT-PR), presidente da comissão, negou a candidatura avulsa, provocando um clima de tensão durante a sessão para a eleição do novo presidente da comissão.
Diante do impasse e da falta de acordo entre os parlamentares, Assis Couto adiou a eleição para a próxima semana e tentará um entendimento com os parlamentares. Sóstenes disse que não iria retirar a candidatura por ser um direito dele e afirmou ainda que não havia sido informado sobre o acordo feito na reunião de líderes para garantir que o PT ficasse com a comissão.
O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) comentou o caso e chamou de intolerância religiosa a tentativa de impedir a candidatura de Sóstenes. “Por que o Deputado Sóstenes Cavalcante não pode presidir a CDHM?”, questionou Feliciano. “Desde ontem articulamos, pra mostrar pra todos que não é FELICIANO é qualquer evangélico! (sic)”, continuou.
Feliciano foi alvo da fúria de movimentos gays em 2013, quando foi indicado pelo Partido Social Cristão para assumir a comissão. Na época, líderes do Governo, incluindo o ex-presidente da comissão, Domingos Dutra, abandonaram o colegiado para tentar impedir a votação.

PSD inviabilizou candidatura evangélica

Para impedir a candidatura avulsa de Sóstenes, o PSD tirou o deputado evangélico da vaga de titular e indicou-o como suplente da comissão, impedindo o parlamentar de manter a candidatura porque apenas titulares podem concorrer.
O líder do partido na Câmara, Rogério Rosso (DF), disse que a iniciativa foi necessária porque Sóstenes se negou a retirar a candidatura avulsa. Rosso comunicou a decisão em plenário e disse que o PSD tomou essa iniciativa em respeito ao critério regimental e ao acordo político fechado com PT e demais partidos.

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