segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Aumento salarial de autoridades: rombo de 3,8 bilhões


 Onda de aumentos começa com alta de 22% nos salários dos ministros do STF


Deputados e senadores querem elevar o contracheque de R$ 26,7 para R$ 35,9 mil, o mesmo que o Supremo

Da Folha de S.Paulo - Ranier Bragon e Márcio Falcão

O reajuste nos contracheques das principais autoridades do país, medida que deve ser aprovada pelo Congresso nesta semana, produzirá um efeito cascata com impacto anual de pelo menos R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.

Isso porque a Constituição vincula salários de deputados estaduais, vereadores, juízes, desembargadores, promotores e procuradores de Justiça ao valor recebido pela cúpula dos poderes Legislativo e Judiciário.

A onda de reajuste começará com a atualização dos vencimentos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a instância máxima da Justiça brasileira.

Hoje cada um dos 11 ministros do Supremo recebe R$ 29,4 mil mensais, o que representa o teto salarial do funcionalismo público. O projeto que deve ser aprovado pelo Congresso eleva esse valor para R$ 35,9 mil a partir de 2015, alta de 22%.

Isto feito, o salário dos outros 77 ministros dos demais tribunais superiores também será elevado automaticamente, com base no mesmo índice de reajuste.

Além do Judiciário e do Legislativo, a atualização também chegará ao salário da presidente Dilma Rousseff, de seu vice, Michel Temer, e dos 39 ministros, que hoje ganham o mesmo que os congressistas: R$ 26,7 mil ao mês.

Para Dilma, Temer e ministros, o incremento seguirá o que o Congresso definir para seus próprios integrantes: ou irá para R$ 33,7 mil ou para R$ 35,9 mil.

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