quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O cara: está preso, mas quer um ministério

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada
 
Nem saiu ainda da penitenciária – até o início desta quarta-feira (12) – o apenado Valdemar da Costa Neto, o chefão do Partido da República, já articula da cadeia um nome para o Ministério dos Transportes – reduto do seu PR.

Condenado no processo do Mensalão e autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a cumprir pena domiciliar, Valdemar vai ganhar jantar festivo de boas-vindas dos colegas numa mansão em Brasília.

E no encontro voltará a negociar, agora oficialmente com a bancada, o cargo no ministério. Seu nome para a vaga é o recém-eleito deputado federal Márcio Alvino (PR-SP).

Alvino é o herdeiro político de Valdemar, que investiu seu espólio no novato. Ele é ex-prefeito de Guararema (SP), um dos redutos de Valdemar, e obteve 179 mil votos.

Vale lembrar que a faxina propalada pela presidente Dilma no Ministério durou pouco. O PR voltou ao comando da pasta, e de quebra recuperou as diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), que mantém contratos bilionários de obras em estradas com grandes empreiteiras.

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