quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E CONTINUA A NOVELA TABOQUINHA EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

Agora é guerra - Passada a eleição do último domingo, o clima azedou de vez na relação entre Zé Augusto Maia e Ernesto Maia. O que antes era apenas uma ‘guerra fria’, travada nos bastidores da campanha, se tornou uma grande confusão, que explodiu de vez nas emissoras de rádio e na tribuna da Câmara de Vereadores de nossa cidade.
 

O culpado - Para Ernesto, o boicote de Zé à sua campanha foi fator determinante para o seu fracasso nas urnas. Ernesto esperava ter entre 5 e 7 mil votos em Santa Cruz e no fim das contas teve pouco mais de 3 mil e 300.

O complô - “No início do processo eleitoral deste ano eu fiquei sabendo de um fato, que de início me recusei a acreditar. Soube que há alguns meses houve uma reunião na gráfica de Tão Figueirôa, em Recife, onde foi feito um acordo entre Zé Augusto, Toinho do Pará, Tão e Dimas Dantas. Neste dia foi combinado que Zé entraria de cabeça na campanha de Toinho, inclusive colocando sua voz em carros de som e Dimas Dantas teria um lugar na chapa majoritária deste grupo, na disputa pela Prefeitura em 2016. Tomara que isto não tenha acontecido, mas têm ocorrido coisas muito estranhas”, disse Ernesto ontem na tribuna da Câmara de Vereadores.

O sangue - Ele findou seu discurso de forma contundente. “Não me arrependo de nada do que fiz, durante toda a minha vida, por José Augusto, apesar dos resultados, durmo tranquilo todas as noites. Agora se for verdade, não sei se ele dorme bem e não se vai valer a pena ele ter traído o próprio sangue”, falou, deixando claro o rancor e mágoa pelo trabalho contrário de Zé.

A resposta - As palavras de Ernesto não ficaram sem resposta. Por volta das 3 da manhã de hoje o deputado federal enviou uma nota à imprensa onde ‘desceu a lenha’ no Buda. Zé enquadrou o sobrinho e mandou um recado para ele. Confira abaixo trecho da nota enviada por Zé á imprensa:

Eu não - Zé também negou veementemente o suposto encontro, denunciado por Ernesto e disse que sempre lutou pela união do grupo. Ou seja, o mesmo Zé previsível de sempre.

O desafio - No embalo da briga familiar, o filho de Zé Augusto, Tallys, resolveu participar do ‘MMA político’. Ele usou seu perfil no Facebook para desafiar Ernesto a provar tais acusações. Confira a postagem de Tallys:

A baixaria - E não parou por aí. Na manha de hoje, na Polo FM, o nível baixou drasticamente e a briga partiu para o campo familiar, deixando claro que nem tão cedo ambos voltarão a dividir o mesmo espaço político.

As pazes - Mas nem tudo é briga na vida política de Zé Augusto Maia. Em meio a tudo, eis que ele redescobriu em Dimas Dantas um provável parceiro político para as disputas eleitorais futuras.

A dupla - Ontem, na Comunidade FM e hoje na Polo eles estiveram lado a lado. Tanto um quanto o outro têm agora um ‘inimigo em comum’, Ernesto Maia, ou melhor, eles agora têm alguns inimigos em comum, pois não podemos deixar de fora desta contabilidade o prefeito Edson Vieira (que deverá ser o alvo preferencial) e o deputado Diogo Moraes, visto por eles como uma pedra em seus sapatos.

A dúvida - O vereador Deomedes Brito voltou a duvidar, na noite desta terça, dos altos índices de popularidade ostentados pelo prefeito Edson Vieira. “Eu acho engraçado as pesquisas que o prefeito apresenta, nas quais ele aparece com mais de 80 por cento de aprovação. Creio que essas pesquisas estão sendo feitas na casa dele, coma  família dele”, falou ele na sessão da Câmara de Vereadores.

Sem pena - Ainda na sessão, Junior Gomes não teve dó nem piedade do fraco desempenho de Ernesto Maia nas urnas, na eleição do último domingo. “Pense num cabra ruim de voto é você Ernesto Maia. Eu sempre soube que o senhor é ruim de votos, mas não imaginava que seria tanto. Ô mercadoria ruim de vender”, disparou o presidente da Câmara.

O ingrato - Já Pipoca, mirou o vice-prefeito Dimas Dantas, que para ele, foi ingrato com Edson Vieira. “Há pessoas, alguns candidatos que pensam que o povo é besta. Um deles é o vice-prefeito Dimas Dantas, que mesmo a contragosto de muitos, Edson bancou seu nome para vice, depois disso foi secretário, enfim teve todo o espaço do mundo e não soube retribuir. O seu desejo não era o desejo do povo de Santa Cruz do Capibaribe, tanto é que na eleição ele não teve sequer 3 mil votos”.

O recado - “Não estou zombando, mas a sua eleição foi desastrosa, apesar de ter tido uma campanha de muito dinheiro. O senhor conseguiu apenas não eleger Toinho do Pará deputado estadual, ou seja, o recado das urnas é que a sua forma de fazer política está muito errada”, para Luciano Bezerra, esse foi o recado das urnas para Ernesto.

O pagamento - Quem também bateu na tecla da ingratidão de Dimas foi Dida de Nan. “Dimas foi convidado para ser vice-prefeito, ocupou um espaço que muitos queriam mas ele foi o contemplado. Depois disso, eleito, passou 30 das no cargo, algo que nunca havia acontecido na história de nossa cidade. O ‘pagamento’ dele a Edson foi colocar carros de som na rua, falando mal do prefeito, ou seja, fala muito de um jeito novo de fazer política e faz algo tão feio”.

O engano? - Para finalizar, não poderia deixar passar o ‘engano’ de Vânio Vieira, que se referiu a Ernesto Maia como ‘companheiro de bancada’. Mas a pergunta que fica é: será que foi um engano mesmo?
Quem viver, verá.

César Mello

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